Acontecendo Sobre África

DESTAQUE 

 

Célia Reis
Dra em História Social pela Puc/SP, Pesquisadora do Cecafro-Puc/SP e Participante da Casa das Áfricas-Amanar

Célia Reis irá compartilhar uma pesquisa, de doutoramento, acerca de corpos negros e cabelos crespos, enquanto memória e resistência expressas por movimentos culturais das periferias de São Paulo, nos quais jovens afro-brasileiros manifestam-se através de narrativas literárias e performáticas negras e periféricas, produzindo saraus, músicas, teatro, blogs, revistas, adornos, vestuário, grafite, tatuagens, em especial penteados crespos em relações interculturais, intertextuais e midiáticas expressando sua negritude, na perspectiva de uma “semiologia corpórea”. Trata-se de práticas culturais identitárias atuais em diálogo profícuo com passado, em luta contínua afro-diaspórica pela cultura e (auto) representação nas relações raciais da modernidade. São muitas referências ao cabelo crespo como símbolo de afirmação da identidade negra, expressão da cultura negra, e principalmente de contestação, ao racismo em provocações ou exposições de símbolos como o pente garfo, a cabeleira crespa, as tranças, o Black Power, os Dreads.

Aos Sábados, 9H ÀS 13H

16.09
Cabelo Crespo: no corpo (desconstrói-se a (in) diferença, o estigma

23.09
Cabelo Crespo na Literatura Negra e Periférica

30.09
Memórias Crespas em processos educativos afro-populares

07.10
Manisfestações Crespas: Saraus, Teatro, Cinema, Música, Vestuário, Grafite, Blogs e Facebook.

Inscrições enviar dados pessoais e solicitação:
casadasafricasamanar@gmail.com
R$ 150,00 completo ou R$50,00 avulso
a ser pago no local
VAGAS LIMITADAS

LOCAL:
Núcleo Amanar – Rua Padre Justino, 60
(Casa azul) – Butantã, São Paulo – SP

 


DESTAQUE AMANAR

Áfricas por africanos: sociedades e culturas em/de conexão

Debates com pesquisadores/as e ativistas culturais africanos/as vivendo no Brasil

Programa

Condições especiais de atendimento, como tradução em libras, devem ser informadas por email ou telefone, com até 48 horas de antecedência do início da atividade.
centrodepesquisaeformacao@sescsp.org.br / 11 3254-5600
O Ciclo – organizado em parceria com a Centro de Pesquisa e Formação SESC-São Paulo – reúne as narrativas, experiências e relatos de pesquisas de seis pessoas originárias do continente africano residentes no Brasil.12/09 – AberturaCom Dadiarra Sheik Modibo12/09 – Áfricas do mundo e suas vozes silenciadas
Áfricas do mundo é o relato que o urbanista e músico Agostinho Martinho trará, fundamentado em suas observações e vivências fora do continente. Será enfatizada a relação que as instituições internacionais têm com o mesmo, seu ponto de vista a respeito do tratamento que lhe dão e seus objetivos tanto para seu território quanto para seu povo espalhados pela diáspora. Serão abordadas questões sobre a realidade paradoxal perante toda a contribuição dos povos africanos para o desenvolvimento do mundo.
Com Agostinho Martinho13/09 – Da Guiné à Sampa: protagonismo de mulheres africanas
A narrativa da história de vida de Nádia é o fio condutor desta conversa que dá a conhecer aspectos sociais e culturais de Guiné Bissau, assim como os processos de empoderamento e protagonismo feminino. Ao longo do tempo e de diferentes formas, africanos e africanas, assim como todo o continente, estão submetidos a processos de desqualificação social, cultural, intelectual. As mulheres africanas são, não raramente, vistas como submissas e oprimidas. Difundem-se estereótipos sobre África, tratando todo o continente em sua pluralidade de forma generalizada e homogênea. Esta palestra busca relativizar estas percepções sobre África a partir da própria história de Nádia e de outros exemplos contundentes do protagonismo feminino.
Com Nádia Ferreira14/09 – África de Mama: sociedade e história entre estampas e tecidos Grand Mama
Trata-se de conhecer a biografia de Grand Mama e sua trajetória de protagonismo e empreendedorismo em moda e identidade afro-brasileira no diálogo com o vestuário atual africano alicerçado nos tecidos industriais. A cidade de São Paulo expressa um cenário multicultural marcado pela presença de pessoas oriundas do continente africano e suas expressões culturais, estéticas, artísticas, religiosas. Deste modo, se enriquece com o protagonismo de Mama nas feiras de moda e no bairro da Republica, onde vende acessórios, roupas e tecidos, além divulgar a cultura afro.
Com Grand Mama19/09 – A educação islâmica na África do oeste: a juventude burkinabê (Burkina Faso) e os desafios da cidadania cultural.
A conferência aborda, por meio da dinâmica do islã na África do oeste, a cidadania cultural da juventude muçulmana do Burquina Faso. Através do debate sobre educação e diversidade, se trará uma análise do contexto sociopolítico do país. A partir do processo de afirmação/reafirmação da identidade islâmica que marcou a África do oeste de língua francesa, nos debruçaremos sobre a intelectualidade que caracterizou a juventude desde os anos 1980 com a revolução de Thomas Sankara, “o che africano”, que insuflou novas dinâmicas à cidadania cultural da juventude muçulmana do Burkina Faso no contexto da globalização.
Com Pingréwaoga Béma Abdoul Hadi Savadogo

20/09 – Timbuctu e os Festivais culturais no Saara: reflexões sobre interações e conflitos na coabitação da diversidade
Timbuctu é cidade do Saara cuja história é central para o entendimento das culturas de extensas regiões africanas. Entre as muitas faces de sua história está a intensa dinâmica cultural, de produção e difusão artística. No final do século XX tornou-se cenário do renomado Festival no Deserto. O debate articula um conjunto de questões sociais e históricas a partir deste evento cultural, herdeiro direto das dinâmicas da música de guitarra dos jovens tamacheque dos anos 1980-90. O Festival no Deserto de Essakane (Timbuctu, Mali), criado em 2001, foi um marco e se tornou símbolo não apenas dos tamacheque ou das sociedades saarianas e do Mali, mas, do próprio movimento conhecido como Renascimento Africano. Nele se pode ouvir as estrelas da música tamacheque contemporânea, as de outras regiões da África e mesmo de outros continentes. Os festivais, os encontros intercomunitários e os lugares urbanos transculturais emergentes são carregados de performances organizadoras dos modos de vida, pautados na cosmologia, na estética e na ética da espacialidade e de temporalidades nômades.
Com Mahfouz Ag Adnane

As inscrições pela internet podem ser realizadas até um dia antes do início da atividade. Após esse período, caso ainda haja vagas, é possível se inscrever pessoalmente em todas as unidades. Após o início da atividade não é possível realizar inscrição.

(Foto: Alfred Weidinger – CC BY 2.0)